definição sobre posologia e dosagem de medicamento

CELESTAMINE - BULA - CELESTAMINE | POSOLOGIA

POSOLOGIA  DE CELESTAMINE:

A dose deve ser individualizada e ajustada de acordo com a condição sob tratamento e a resposta obtida.

Em crianças de menor idade, a dose deverá ser ajustada de acordo com a gravidade da doença ao invés da idade ou pelo peso corporal
As doses devem ser ajustadas de acordo com a resposta do paciente. Se uma dose diária adicional for requerida, deverá ser administrada preferencialmente ao deitar.
Com a melhora clínica, a dose deverá ser reduzida gradualmente ao nível mínimo de manutenção e descontinuada quando possível. No caso de alergia respiratória, quando os sintomas da alerfia estiverem adequadamente controlados, uma retirada lenta da associação e o tratamento isolado com um anti-histamínico deverão ser considerados.
Adultos e crianças maiores de 12 anos:
  • Celestamine comprimidos: 1 a 2 comprimidos, 3 a 4 vezes ao dia;
  • Celestamine xarope: 5 a 10mL, 3 a 4 vezes ao dia;
  • Celestamine gotas: 24 a 48 gotas, 3 a 4 vezes ao dia.
A dose diária não deverá exceder a 8 comprimidos, 40mL de xarope ou 192 gotas, dividida em quatro tomadas, em um período de 24 horas.

Crianças de 6 a 12 anos:
  • Celestamine comprimidos: 1/2 comprimido, 3 vezes por dia;
  • Celestamine xarope: 2,5mL, 3 vezes ao dia;
  • Celestamine gotas: 1 gota por cada 2Kg de peso, 3 vezes por dia.
A dose diária não deverá exceder a 4 comprimidos, 20mL de xarope ou 96 gotas, dividida em quatro tomadas, em um período de 24 horas.

Crianças de 2 a 6 anos:
  • Celestamine xarope: 1,25 a 2,5mL, 3 vezes ao dia;
  • Celestamine gotas: 1 gota para cada 2Kg de peso, 3 vezes por dia.
A dose diária não deverá exceder a 10mL de xarope ou 48 gotas, divididas em quatro tomadas, em um período de 24 horas.       


BULA DO MEDICAMENTO CELESTAMINE:

COMPOSIÇÃO DE CELESTAMINE:

Maleato de dexclorfeniramina + betametasona

INFORMAÇÃO TÉCNICA:

Celestamine reúne o efeito antiinflamatório e antialérgico de betametasona e a  ação anti-histampinica do maleato de dexclorfeniramina. Ouso combinado destas duas substâncias permite a utilização de doses menores de corticosteróides, com resultados semelhantes aos obtidos com doses mais altas de corticosteróides isoladamente.
A betametasona é um derivado sintético da prednisolona, demonstrando potente efeito antiinflamatório com o uso de baixas dosagens e a eliminação de certos efeitos adversos indesejáveis, como retenção anormal de sal e água , e excessiva excreção de potássio, na maioria dos pacientes que recebem doses terapêuticas habituais.
O maleato de dexclorfeniramina, um anti-histamínico sintético largamente usado, antagoniza eficazmente vários dos efeitos da histamina. Clinicamente, é  de grande valor na prevenção e no alívio de várias manifestações alérgicas. As maiores vantagens deste anti-histamínico são: elevada segurança, potência com baixas doses, baixa incidência de reações adversas e mecanismo de liberação lenta, permitindo efeito anti-histamínico por aproximadamente 12 horas.

INDICAÇÃO:

CONTRA-INDICAÇÕES:

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:

BETAMETASONA: Poderão ser necessários ajustes posológicos de acordo com a remissão ou exacerbação da doença, com a resposta individual do paciente ao tratamento ou com a exposição do paciente a situações de estresse emocional ou físico, como: infecção, cirurgia ou traumatismo. Poderá ser necessário acompanhamento clínico durante período de até um ano após o término de tratamentos prolongados ou com doses elevadas.
Insuficiência adrenocortical secundária pode surgir com a retirada muito rápida do corticosteróide, e o risco pode ser minimizado com a redução gradual da dose.
Os efeitos dos corticosteróides são aumentados em pacientes com hipotireoidismo ou nos pacientes com cirrose.
Os corticosteróides deverão ser usados com cautela em pacientes com herpes simples ocular.
Os corticosteróides podem agravar possível instabilidade emocional existente ou possíveis tendências psicóticas.
Os corticosteróides devem ser usados com cautela em pacientes portadores de: colite ulcerativa não-específica, se houver probabilidade de perfuração iminente, abcesso ou outra infecção piogênica; diverticulite; anastomose intestinal recente; úlcera péptica ativa ou latente; insuficiência renal; hipertensão arterial; osteoporose e miastenia gravis.
Desde que as complicações do tratamento com glicocorticóides sejam dependentes da dose e duração do tratamento, uma decisão sobre o risco/benefício deverá ser tomada para cada paciente.
Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção.
O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível dano aos nervos ópticos e agravar infecções oculares causadas por fungos ou vírus.
Na terapia com corticosteróides, dieta com restrição de sal e suplementação de potássio deve ser consideraada. Todos os corticosteróides elevam a excreção de cálcio.
Os pacientes sob terapia com corticosteróides não devem ser vacinados contra varíola. Outros processos de imunização não devem ser realizados em pacientes que estejam recebendo corticosteróides, especialmente em altas doses. Pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides devem ser avisados para evitar contato com pessoas acometidas de varicela ou sarampo, e, se ocorrer a exposição, deverão procurar orientação médica. Essa recomendação é particularmente importante quando se trata de crianças.
A terapia com corticosteróides na tuberculose ativa deve ser restrita aos casos de tuberculose disseminada, na qual o corticosteróide é usado em conjunto com um regime antituberculose apropriado.
Se corticosteróides forem indicados a pacientes com tuberculose latente, será necessária observação clínica cuidadosa. Durante terapia prolongada com corticosteróides, os pacientes devem receber quimioprofilaxia.
O crescimento e desenvolvimento de crianças de baixa idade, sob terapia prolongada com corticosteróides, devem ser monitorizados com cuidado, uma vez qua a administração de corticosteróides pode interferir na taxa de crescimento normal e suprimir a produção endógena de corticosteróides nesses pacientes.
A corticoterapia pode alterar a mobilidade e o número de espermatozóides.
MALEATO DE DEXCLORFENIRAMINA: Deve ser usado com cautela em pacientes  com glaucoma de ângulo estreito, úlcera péptica estenosante, obstrução piloroduodenal, hipertrofia prostática ou obstrução do colo vesical, doenças cardiovasculares, entre as quais hipertensão, nos pacientes com pressão intra-ocular elevada ou hipertireoidismo.
Os pacientes devem ser alertados quanto ao risco de dirigir veículos ou operar máquinas, uma vez que pode ocorrer sonolência, devida à presença do anti-histamínico.
Anti-histamínicos podem causar sedação, vertigem e hipotensão em pacientes acima dos 60 anos de idade.
A segurança e a eficácia de celestamine ainda não estão estabelecidas em crianças abaixo de 2 anos.

USO NA GRAVIDEZ E LACTAÇÃO:


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:

BETAMETASONA: O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos.
Os pacientes que estejam recebendo corticosteróides e estrogênios devem ser observados quanto a efeitos excessivos de seu uso.
O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássio pode agravar a hipocalemia (diminuição de potássio).
O uso concomitante de corticosteróides com glicosídeos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou toxicidade do digital associada à hipocalemia. Os corticosteróides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em todos os pacientes que estejam recebendo qualquer uma das terapias combinadas, as determinações séricas eletrolíticas, particularmente os níveis de potássio, devem ser monitorizadas.
O uso concomitante de corticosteróides com anticoagulantes do tipo cumarínico pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, possivelmente requerendo ajuste de dose. Os efeitos combinados de fármacos antiinflamatórios não-corticosteróides ou álcool com glicocorticóides podem resultar em aumento da ocorrência ou gravidade de ulceração gastrintestinal.
Os corticóides podem diminuir as concentrações de salicilato sanguíneo.
O ácido acetilsalicílico deve ser usado com cautela em conjunto com corticosteróides na hipoprotrombinemia.
Ajustes nas doses dos fármacos hipoglicemiantes poderão ser necessários quando corticosteróides forem administrados a diabéticos. A terapia concomitante com glicocorticóides pode inibir a resposta à somatotropina.
MALEATO DE DESCLORFENIRAMINA: Os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) prolongam e intensificam os efeitos dos anti-histamínicos. Hipotensão grave pode ocorrer. O uso concomitante de anti-histamínicos e álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores do Sistema Nervoso Central pode potencializar o efeito sedativo da dexclorfeniramina.
A ação de anticoagulantes orais pode ser reduzida pelos anti-histamínicos.

REAÇÕES ADVERSAS:

BETAMETASONA: As reações adversas a esta substância são semelhantes às relatadas com outros corticosteróides. Entretanto, a pequena quantidade de corticosteróides na combinação torna a incidência de efeitos adversos menos provável.
Os efeitos adversos relatados com o uso de corticosteróides incluem: distúrbios eletrolíticos, musculoesqueléticos, gastrintestinais, dermatológicos, neurológicos, endócrinos, oftálmicos, metabólicos e psiquiátricos.
MALEATO DE DESCLORFENIRAMINA: As reações adversas a este componente têm sido similares às relatadas com outros anti-histamínicos. Sonolência leve a moderada é o efeito adverso mais frequente do maleato de dexclorfeniramina. Outros possíveis efeitos colaterais dos anti-histamínicos incluem: reações cardiovasculares, hematológicas, neurológicas, gastrintestinais, genitourinárias e respiratórias. Efeitos adversos gerais, como urticária, exantema cutâneo, choque anafilático, fotossensibilidade, transpiração excessiva, calafrios, secura da boca, nariz e garganta têm sido relatados.







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